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Torne-se membro ->“Em Trento, o martírio do menino São Simão, que foi trucidado com brutalidade extrema pelos judeus, e depois resplandeceu com muitos milagres.” (Martirológio Romano, Dia 24 de Março, p. 86 – 1914)
Aproximava-se a Páscoa do ano 1475 da Encarnação de Nosso Senhor quando, no Principado Episcopal de Trento – um território autônomo e vassalo do Sacro Império Romano-Germânico, governado por um príncipe-bispo na Itália –, o Beato Bernardo da Feltre, um franciscano, passou anunciando que algo terrível ocorreria na cidade.
Dias depois, na terça-feira da Semana Santa, em 21 de março, um menino de apenas 2 anos de idade desapareceu. Toda a comunidade ficou em polvorosa. Seu nome era Simão.
No Domingo de Páscoa (26), seu corpo foi encontrado numa vala de água que passava debaixo da casa de Samuel, líder da comunidade judaica de Trento. O menino, morto, tinha marcas terríveis de tortura.
Mas o que aconteceu entre a Terça-Feira Santa e o Domingo de Páscoa?
O libelo de sangue
Após terem raptado a criança – cuja aparência era tão bela que dele se dizia parecer um anjo –, os judeus o levaram à sinagoga local. Ali, o menino foi despido e torturado de todos os modos mais cruéis que um ser humano possa imaginar. Um dos filhos da serpente arrancou-lhe um pedaço de carne da bochecha direita, e os demais o seguiram, dilacerando a criança. Mas as torturas não pararam aí.
Os judeus, depois de tirarem os pedaços de Simão – em cujo pescoço enrolaram um pano para que não lhe ouvissem os gritos –, pegaram agulhas e começaram a perfurar-lhe o corpo em todos os pontos possíveis. Por fim, recolheram o seu sangue e o utilizaram na cozedura dos pães ázimos do pessach (a “páscoa” judaica).
Essa prática ficou conhecida na história como libelo de sangue, e é relatada pelo historiador judeu Ariel Toaff em sua obra “Páscoa de Sangue: Judeus da Europa e Assassinatos Rituais”. Nesse livro, ele fala do caso de São Simão e também do uso de sangue seco por judeus medievais para fins medicinais e em rituais mágicos, o que levou inclusive ao surgimento de um mercado negro de tráfico de sangue na Europa renascentista. Após, porém, ter sido pressionado pela comunidade judaica, o historiador lançou uma nova edição de seu livro onde contrariava o que dissera anteriormente. Ariel é filho de Elio Toaff, que, por 50 anos, foi o Grão-Rabino de Roma.
O corpo e os milagres
Retomando a nossa história, quando os judeus perceberam que seriam descobertos, pois se falava em vasculhar as suas casas em busca da criança, eles tentaram se livrar do corpo e foram contar ao bispo que o haviam avistado boiando na água. Essa manobra ardilosa, contudo, não foi suficiente para livrar-lhes de seu merecido castigo. Após serem torturados e confessarem seu terrível crime, 15 judeus foram condenados à morte na fogueira.
Rapidamente, inúmeros milagres – fala-se em centenas – foram atribuídos à intercessão de São Simão de Trento, cuja veneração cresceu rapidamente. Em 1583, ele foi incluído no Martirológio Romano, com sua data litúrgica fixada em 24 de março.
O menino foi cultuado por séculos na diocese de Trento, onde se encontrava o seu relicário. Contudo, no último ano do Concílio Vaticano II, a 28 de outubro, duas ações foram tomadas por Paulo VI, para desgraça da Igreja e alegria dos inimigos de Cristo: a promulgação do documento conciliar Nostra Aetate e a supressão do culto público a São Simão de Trento.
O concílio Vaticano II e os judeus
Ambas as ações denotam a humilhação a que os membros da hierarquia decidiram submeter a Igreja em sinal de “boa-vontade” para com os judeus – assassinos de Cristo e perseguidores dos cristãos. A Nostra Aetate é o documento por meio do qual, contrariando o ensinamento perene do Sagrado Magistério, os padres conciliares declararam que os judeus não são coletivamente culpados de deicídio. Esse foi o grande marco do fim das tentativas de conversão dos judeus por parte da Igreja, demonstrado até mesmo pela supressão da oração que se fazia por eles nas celebrações da Sexta-Feira Santa antes de João XXIII:
“Oremos, também, pelos pérfidos judeus, para que Deus, Nosso Senhor, tire de seus corações o véu da cegueira, a fim de chegarem ao conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Onipotente e eterno Deus, que, em Vossa misericórdia, não repelis nem mesmo a perfídia dos judeus, ouvi as preces que Vos fazemos pela cegueira desse povo, para que, reconhecendo, ele, a Luz de Vossa Verdade, que é o Cristo, seja livre de suas trevas. Pelo mesmo Jesus Cristo, que vive e reina convosco na unidade de Deus Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém.”
Vale notar que é também na Nostra Aetate que se afirma que os cristãos e os muçulmanos adoram o mesmo deus (aí você decide se são eles que adoram Jesus ou se somos “nós” – eu fora – que adoramos Alá).
Já a supressão do culto a São Simão de Trento, a qual incluiu a retirada de seu nome do Martirológio Romano e o escondimento de seu relicário, foi feita sob a alegação de “falta de evidências históricas” – pérfida manobra, quase 500 anos após o ocorrido, para, em desonra da memória de um Santo Inocente, Mártir e Virgem, “trucidado com brutalidade extrema pelos judeus”, agradar aos inimigos de Cristo cujas sinagogas são “morada de demônios” onde “Deus não é adorado”, sendo tão somente “um lugar de idolatria” para aqueles que foram abandonados por Deus, conforme ensina o Doutor da Igreja São João Crisóstomo em sua série de sermões “Adversus Judæos” (Contra os Judeus).
A verdadeira Igreja Católica e os judeus
“Muitos, eu sei, respeitam os judeus e consideram seu modo de vida atual venerável. É por isso que me apresso em erradicar e destruir essa opinião nefasta. (...) A sinagoga não é apenas um bordel e um teatro; é também um covil de ladrões e um abrigo para feras. Jeremias disse: ‘A tua casa tornou-se para mim um covil de hiena’. Ele não diz simplesmente ‘de fera’, mas ‘de uma fera imunda’, e ainda: ‘Abandonei a minha casa, rejeitei a minha herança’. Mas quando Deus abandona um povo, que esperança de salvação resta? Quando Deus abandona um lugar, esse lugar se torna a morada de demônios.
Mas, de qualquer forma, os judeus dizem que também adoram a Deus. Deus me livre de dizer isso! Nenhum judeu adora a Deus! Quem diz isso? O Filho de Deus diz isso. Pois Ele disse: ‘Se vocês conhecessem o Meu Pai, também Me conheceriam. Mas vocês não Me conhecem, nem conhecem o Meu Pai’. Poderia eu apresentar uma testemunha mais fiel do que o Filho de Deus?
Se, então, os judeus não conhecem o Pai, se crucificaram o Filho, se rejeitaram o auxílio do Espírito, quem não ousaria declarar claramente que a sinagoga é morada de demônios? Deus não é adorado ali. De maneira nenhuma! De agora em diante, ela permanece um lugar de idolatria.” (Adversus Judæos, sermão I, cap. 3 – São João Crisóstomo, séc. IV)
Que São Simão de Trento interceda pela nossa conversão e salvação, bem como pela conversão e salvação dos pérfidos judeus e de todos aqueles que, de dentro de Sua Santa Igreja Católica, fazem mal proveito de seus altos cargos para humilhá-la, bem como aos seus santos, e tentar destruí-la.
Viva Cristo Rei! Viva Nossa Senhora Corredentora e Medianeira de Todas as Graças! E viva a Santa Igreja Católica!
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