3 de August de 2026 Notícia
4 min

Os judeus controlam o mundo?

O judeu e maçom Norm Coleman, vice-presidente do Conselho de Política de Defesa da gestão Trump, disse que os judeus são os “mestres do universo”, mas estão “perdendo a guerra digital”.

Yago Portella

Yago Portella

Redação CDB


Norm Coleman, um judeu e maçom que é ex-senador pelo estado de Minnesota/EUA e atual vice-presidente do Conselho de Política de Defesa (Defense Policy Board) do governo Donald Trump, afirmou que “os mestres do universo são judeus”. A declaração foi feita durante a Cúpula de Políticas Internacionais do Sindicato de Notícias Judaicas (JNS International Policy Summit) em Jerusalém.

Na ocasião, Coleman disse ainda que “a maior parte da geração Z tem impressões desfavoráveis sobre Israel”. Para ele, isso decorre de os judeus estarem “perdendo a guerra digital”, pois, segundo afirma, as pessoas abaixo de 30 anos “estão obtendo suas informações através do TikTok”.

“Quando você pára para pensar, os Mestres do Universo são judeus! Nós temos (Sam) Altman na OpenAI (ou seja, o presidente da empresa proprietária do ChatGPT), temos (Mark) Zuckerberg (dono da Meta), temos Sergey Brin (dono do Google junto a Larry Page, que também é judeu), temos um grupo inteiro em todos os setores. Jan Koum (que) fundou o WhatsApp. Somos nós!”

Coleman declarou ainda que “nós (os judeus) temos de encontrar um modo de vencer a guerra digital”. E disse também que, “quando fizermos isso, o futuro de Israel será mais forte, porque todos os americanos apoiarão Israel. Nós faremos isso acontecer. Nós temos de fazer isso acontecer.”

Embora o vídeo tenha voltado a circular apenas recentemente nas redes, o evento ocorreu em abril de 2025. Contudo, chama a atenção o fato de que, apenas 9 meses após essas declarações, o bilionário judeu Larry Ellison, por meio de sua empresa Oracle Corporation, assumiu o controle do algoritmo do TikTok nos EUA ao adquirir 15% da nova empresa criada por determinação americana (executivo, legislativo e judiciário em conjunto) para permitir que a rede social pudesse continuar operando por lá.

Outro detalhe que também desperta atenção é o fato de que, um dia após as declarações de Coleman, a judia Jordana Cutler, Diretora de Políticas Públicas para Israel e a Diáspora Judaica na Meta (empresa de Mark Zuckerberg que administra o Instagram, o WhatsApp e o Facebook), afirmou, no mesmo palco, que a Meta baniu conteúdos que afirmavam que os judeus controlam o mundo ou outras grandes instituições – bem como afirmações com o mesmo teor, mas que se referiam a “sionistas” em vez de “judeus” – no intuito de “combater o antissemitismo” e “proteger os judeus”.

O que pensava São Pio X sobre o que viria a ser o atual Estado de Israel?

Segundo anotações dos diários pessoais de Theodor Herzl, “pai do sionismo”, o Papa São Pio X teria lhe dito, em um encontro que tiveram em 1904, que a Igreja não pode apoiar o estabelecimento dos judeus na Terra Santa, porque, “mesmo que nem sempre fosse santa, a terra de Jerusalém foi santificada pela vida de Jesus Cristo”.

“Como Chefe da Igreja, não posso lhe dizer outra coisa. Os judeus não reconheceram Nosso Senhor, e é por isso que não podemos reconhecer o povo judeu.”

À época, Jerusalém estava sob domínio otomano. Tentando provocar o Santo Padre sobre isso, o judeu ouviu de sua boca:

“Sei muito bem que é desagradável ver os turcos de posse de nossos lugares santos. Somos forçados a suportar. Mas apoiar os judeus para que possam obtê-los (os lugares santos) é algo que não podemos fazer.”

Herzl insistiu que os judeus deixariam de fora a questão religiosa caso ocupassem a Terra Santa. A isso, o Pontífice retrucou que, embora eles quisessem tratar a religião como algo secundário nesse processo, os cristãos – e especialmente ele enquanto Papa – não poderiam agir de igual modo.

“A religião judaica (...) foi substituída pela doutrina de Cristo e, portanto, não podemos mais reconhecer sua existência.”

E, quando questionado sobre as tensões históricas entre os judeus e os cristãos – derivadas dos pecados públicos daqueles, como blasfêmias contra Nosso Senhor e Nossa Senhora, além da prática da usura e de tantos outros crimes hediondos por eles cometidos –, São Pio X respondeu:

“Nosso Senhor chegou sem dispor de poder algum. Ele era pobre. Ele veio em paz. Ele não perseguiu ninguém, nós O perseguimos. Até os apóstolos O abandonaram. Foi só então que Ele cresceu. Foi somente depois de três séculos que a Igreja foi estabelecida. Os judeus, portanto, tiveram tempo de reconhecer a divindade de Jesus Cristo sem nenhuma pressão externa. Mas eles não fizeram isso, ainda não fazem isso até hoje.”

Após isso, o Santo Padre ainda afirmou que, “precisamente neste dia (do encontro entre ambos), celebramos a festa de um incrédulo que, no caminho de Damasco, milagrosamente se converteu à verdadeira fé (São Paulo)”.

“Portanto, se o senhor (Herzl) for à Palestina e estabelecer seu povo lá, prepararemos igrejas e sacerdotes para batizar todos eles.”

 

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