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Torne-se membro ->Em documento divulgado nessa segunda-feira (27), o Vaticano lançou as diretrizes para a próxima etapa decorrente do Sínodo da Sinodalidade do Papa Francisco. Nele, recomenda às igrejas locais que acolham “representantes de outras Igrejas e comunidades cristãs ou de outras religiões” – ou seja, segundo a terminologia tradicional, hereges, cismáticos e pagãos – em suas rodas de discussão.
Por meio da Secretaria-Geral do Sínodo, a Santa Sé afirmou ser oportuna a participação de “representantes de outras Igrejas e comunidades cristãs ou de outras religiões como observadores” nas ditas “equipes sinodais”, que devem implementar a sinodalidade no cotidiano das dioceses. No mesmo ponto em que sugere isto, porém, afirma não ser necessária a presença do bispo diocesano nessas equipes.
Mais do que meros observadores
Embora, nesse primeiro momento, fale-se dos infiéis como meros “observadores”, o próprio texto, alguns parágrafos mais além, afirma a importância de se ampliar a sua participação. Isto se daria por meio da abertura de espaço para que os tais “representantes de outras Igrejas e Comunhões cristãs ou de outras religiões” possam participar das assembleias de discussão e votação local.
“É também importante valorizar vozes não diretamente ligadas a estruturas eclesiais e, quando apropriado, prever a participação de representantes de outras Igrejas e Comunhões cristãs ou de outras religiões. Os níveis e modalidades de participação podem variar de acordo com os contextos culturais, as competências e as experiências, mas é essencial que os participantes estejam dispostos a sustentar o processo também para além de 2028, ajudando assim a garantir a sua continuidade.”
A Igreja passará de uma monarquia católica a uma democracia laica?
Apesar de todo o exposto, o documento não se limita a “apenas” introduzir pagãos e hereges nas decisões cotidianas das dioceses e impor votações para que elas sejam tomadas. Não, ele vai além, e escancara que, além de laicizar a Igreja, deseja sepultar a sua estrutura monárquica para substituí-la por um modelo democrático-popular (a perfeita definição de “sinodalidade” para os desavisados).
“Na seleção dos participantes, deve-se prestar a devida atenção ao equilíbrio entre homens e mulheres e entre as diferentes gerações, à diversidade cultural e eclesial — incluindo presbíteros, diáconos, mulheres e homens consagrados, membros de associações, movimentos e novas comunidades, bem como fiéis que não pertencem a estruturas organizadas — e à presença de pessoas que vivem situações de fragilidade ou marginalidade.”
Fica, assim, difícil negar que o cardeal Leo-Jozef Suenens estiva correto quando afirmou que o Concílio Vaticano II era o 1789 (a Revolução Francesa) da Igreja. Para ele, porém, que defendia o fim da centralização de poder na pessoa do Papa e a sua distribuição através do colégio episcopal (a chamada “colegialidade”), isto era motivo de alegria.
Um autêntico católico, todavia, como poderia celebrar um evento que, historicamente, representou a substituição da monarquia católica pelo governo da vontade popular (sinodalidade)? Um evento no qual, às custas do sangue de inocentes – como crianças e freiras –, o homem detronou o Senhor para, assim como em Babel, tentar tomar o Seu lugar e estabelecer o paraíso na Terra, pondo-se no centro do mundo (antropocentrismo)?
E para você, caro leitor: a implementação do concílio, que parece fazer ruir a monarquia católica da Igreja para que em seu lugar surja uma democracia laica (celebrada por Leão XIV sob o título de “Igreja Sinodal”), é motivo de júbilo ou de lamento?
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