22 de August de 2026 Notícia
4 min

Nova Jersey criminaliza orações em frente a clínicas de aborto

A governadora de Nova Jersey/EUA sancionou uma lei nessa quinta (20) criminalizando ações que interfiram em “serviços de saúde reprodutiva” no estado.

Equipe Centro Dom Bosco

Equipe Centro Dom Bosco


Conteúdo original de LifeSiteNews, traduzido e adaptado por Yago Portella (Redação CDB).

A governadora democrata de Nova Jersey/EUA, Mikie Sherrill, sancionou ontem (20) uma lei que criminaliza a “interferência em serviços de saúde reprodutiva”, abrindo caminho para novas perseguições legais a orações pacíficas e ativismo em frente a clínicas de aborto e de “transição de gênero” em nome do “acesso”.

A lei S2260/A2218 define como “culpado de interferência em serviços de saúde reprodutiva” alguém que, consciente e intencionalmente, “inflige ou tenta infligir lesão corporal a outra pessoa” ou intimidação com o objetivo de restringir o acesso a “serviços de saúde reprodutiva”; obstrui o acesso à entrada ou saída de tais instalações; usa força, ameaças, intimidação ou coerção para impedir que alguém “se torne ou permaneça paciente, prestador de serviços, voluntário ou assistente” nesses serviços; “danifica, desfigura ou destrói” propriedade relacionada; ou “causa danos a uma pessoa razoável em sua reputação comercial ou pessoal, prejuízo financeiro, dor e sofrimento, angústia mental ou dano emocional, com base no fato de a pessoa, entidade ou instalação facilitar o acesso, oferecer voluntários, auxiliar ou receber serviços de saúde reprodutiva”.

Essa última disposição, em particular, poderia potencialmente expor ativistas que agem dentro da lei a punições com base em critérios vagos e subjetivos por protestarem pacificamente, ou mesmo simplesmente orarem, em propriedade pública fora de clínicas de aborto ou “clínicas de gênero”.

“Temos visto ataques da administração Trump e de outros estados ao acesso a cuidados de saúde reprodutiva e de afirmação de gênero, bem como tentativas de impor restrições além das fronteiras estaduais. Aqui em Nova Jersey, estamos firmes na defesa das liberdades reprodutivas – incluindo o direito de escolha e o direito de receber cuidados de afirmação de gênero”, declarou Sherrill ao anunciar a assinatura do projeto de lei.

“Ninguém deve temer intimidação ou violência por buscar atendimento médico, e nenhum profissional de saúde deve temer punição de outro estado por fornecer atendimento legal em Nova Jersey. Com esta legislação, deixamos claro que Nova Jersey protegerá pacientes, profissionais de saúde e a liberdade fundamental de tomar decisões pessoais sobre cuidados de saúde.” 

“A governadora Sherrill acaba de assinar um cheque em branco para a indústria do aborto e uma sentença de morte para inúmeras crianças não nascidas com corações batendo, e fez isso apesar de milhares de e-mails de residentes de Nova Jersey pedindo que ela vetasse este projeto de lei”, respondeu Marie Tasy, diretora-executiva da organização New Jersey Right to Life.

“A lei S2260 não protege as mulheres. Ela protege as pessoas que tiram a vida de crianças humanas que já estão se desenvolvendo no útero. Nova Jersey deveria ser um santuário para mães e bebês, não uma fortaleza legal para aqueles que lucram com o aborto.”

Apesar de se autodenominar “pró-escolha”, o movimento pró-aborto é notoriamente hostil aos ativistas pró-vida que se reúnem em frente a clínicas de aborto para oferecer orações, informações sobre alternativas ou encorajamento compassivo às mulheres para que escolham a vida. Há muito tempo, o movimento tenta reprimir tais reuniões, valendo-se, para isso, desde leis locais de “zonas seguras” ou “bolhas” que estabelecem distâncias que os ativistas devem manter das instalações, até a Lei Federal de Liberdade de Acesso às Entradas de Clínicas (FACE, na sigla em inglês), que teoricamente tinha a intenção de proteger o acesso a instalações médicas sem viés político, mas foi usada indevidamente pelo governo Biden para prender ativistas pró-vida pacíficos.

Nova Jersey é um dos nove estados sem limite gestacional para o aborto, o que possibilitou a abertura de uma clínica que realiza abortos até o nono mês de gestação neste verão. Em março, Sherrill apresentou uma proposta orçamentária para 2027 que destinou US$ 52 milhões à indústria do aborto, mesmo com o estado enfrentando um déficit orçamentário de US$ 3 bilhões.

O estado também tem um histórico de hostilidade aos direitos dos residentes que discordam. Nova Jersey é um dos 13 estados atualmente sob investigação federal por supostamente coagir prestadores de serviços de saúde a encobrir abortos, em violação da lei federal. Além disso, em abril, a Suprema Corte dos EUA decidiu por unanimidade a favor de um grupo de centros de apoio à gravidez ligados à fé que processavam Nova Jersey por tentar obrigá-los a entregar uma enorme quantidade de informações de doadores e documentos internos confidenciais.

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