4 de August de 2026 Notícia
3 min

Dom Athanasius sobre muçulmanos: “Não são refugiados, mas invasores”

Após a invasão de Ceuta por dezenas de milhares de imigrantes, voltou a repercutir um vídeo em que Dom Athanasius Schneider denuncia a “islamização em massa” da Europa.

Equipe Centro Dom Bosco

Equipe Centro Dom Bosco


Conteúdo original de LifeSiteNews, traduzido e adaptado por Yago Portella (Redação CDB).

O Bispo Dom Athanasius Schneider afirmou, em vídeo que voltou a repercutir nesta semana, que a imigração islâmica em massa para a Europa constitui uma "invasão" e faz parte de uma agenda para destruir a herança cristã do continente. A gravação, publicada originalmente em 2025, foi republicada pela LifeSiteNews no X após a invasão de Ceuta por dezenas de milhares de imigrantes na semana passada.

“Agora estamos testemunhando uma invasão. Não há refugiados. Não. Isto é uma invasão, é uma islamização em massa da Europa”, disse o bispo no vídeo. “E, então, esta é uma agenda política global feita pelos poderosos do mundo para destruir a Europa cultural e religiosamente. Quero dizer: para destruir o cristianismo na Europa, em última instância.”

O que ocorreu?

Durante o surto migratório da semana passada, entre 30 e 31 de julho, aproximadamente 50 a 60 mil imigrantes cruzaram ilegalmente para Ceuta – o equivalente a mais da metade da população da cidade, composta por aproximadamente 85 mil pessoas. O incidente resultou na morte de pelo menos 86 invasores, a maioria afogada ao tentar nadar até a costa espanhola.

O Daily Mail noticiou que a situação chegou a gerar tumultos nas ruas, com moradores locais protestando e repelindo os invasores.

“Muitos foram vistos agitando bandeiras espanholas e gritando com eles”, relatou o Daily Mail. “Enquanto um grupo de migrantes foi visto fugindo, ouviu-se também uma sirene da polícia ao fundo.” O sindicato da Polícia Nacional, Jupol, emitiu um comunicado lamentando a “clara falta de pessoal e recursos materiais” para lidar com a situação.

Neste vídeo viral, que já alcançou 8,2 milhões de visualizações, é possível ver o que seriam os imigrantes invasores sendo retirados de um estabelecimento comercial pela polícia. De acordo com a publicação, eles estariam roubando produtos e saindo em disparada de uma loja à outra.

O governo espanhol acabou enviando tropas na sexta-feira para “reforçar a Guarda Civil no exercício de suas atribuições e quaisquer outras que se mostrem necessárias para manter a segurança na cidade de Ceuta”, informou o Ministério do Interior, que estaria trabalhando com o governo marroquino para repatriar os imigrantes “o mais rápido possível”.

A travessia em massa pela fronteira foi tão devastadora que até mesmo o primeiro-ministro esquerdista da Espanha, Pedro Sánchez, denunciou o incidente como “uma violação da integridade territorial da Espanha”. Segunda as autoridades, a maioria desses imigrantes já deixou a cidade voluntariamente.

Cuidado do imigrante e proteção das fronteiras

Embora a doutrina social católica afirme que os imigrantes devem ser tratados com dignidade e respeito, ela também observa que um país tem o direito de proteger suas fronteiras.

Diversos outros clérigos católicos já teceram comentários como os do Bispo Schneider sobre a imigração. Em 2017, o Cardeal Robert Sarah, em discurso na Universidade Cardeal Stefana Wyszyńskiego, na Polônia, denunciou as “forças estrangeiras” que tentam se impor à Polônia e a outras nações europeias sem se adaptarem à cultura local.

“Como é possível subtrair de uma nação os seus direitos de distinguir entre um refugiado político ou religioso que precisa sair de sua pátria e um imigrante econômico que deseja mudar de endereço sem se adaptar, aceitar e se identificar com a cultura do país no qual viverá?”

“Repito que devemos trabalhar juntos para reconstruir as nações que foram vítimas da guerra, da corrupção e da injustiça, mas isso não significa incentivar o deslocamento em massa desses povos e a destruição de nações.”

“Algumas pessoas deturpam a Palavra de Deus para justificar a promoção do multiculturalismo e se aproveitam da desculpa da hospitalidade para justificar a admissão de imigrantes.”

 

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