10 de September de 2026 Notícia
3 min

Roma volta a impedir a Missa Tridentina na Basílica de São Pedro

A anual Missa Tridentina em celebração ao Summorum Pontificum de Bento XVI já havia sido proibida de ser realizada na Basílica de São Pedro no tempo de Francisco.

Yago Portella

Yago Portella

Redação CDB


Todos os anos ocorre uma peregrinação em Roma para celebrar o motu proprio do Papa Bento XVI, chamado Summorum Pontificum, publicado em 7 de julho de 2007, que voltou a autorizar a celebração da Missa de Sempre por todos os padres que assim quisessem, em consonância com a Bula Quo Primum Tempore, do Papa São Pio V, e em contrariedade às disposições dos papas Paulo VI e João Paulo II, que usaram seus pontificados para combatê-la.

Após, todavia, a publicação, em 16 de julho de 2021, do motu proprio Traditionis Custodes, do Papa Francisco – que restringia e desejava expressamente a aniquilação da Missa de Sempre –, a Santa Sé passou a proibir que a celebração da Missa levada por São Pedro a Roma ainda no século I fosse realizada na principal basílica da cristandade.

Ocorre, porém, que, no ano passado, o Papa Leão XIV havia autorizado que a Missa da peregrinação em celebração ao Summorum Pontificum fosse novamente realizada na Basílica de São Pedro. Este ano, contudo, tal autorização acabou sendo negada. Desse modo, a Missa será realizada no altar-mor da Basílica de Santa Maria Maior em 24 de outubro, e o seu celebrante será o bispo auxiliar da Arquidiocese de Maria Santíssima (Astana, capital do Cazaquistão), Dom Athanasius Schneider.

Vale pontuar, inclusive, que esse mesmo bispo conversou no último dia 8 com o Centro Dom Bosco, e o tópico da entrevista foi justamente a Missa de Sempre. Para conferir na íntegra o que foi dito, assita ao vídeo abaixo.

Por fim, diante de tantas idas e vindas por parte de Roma, as perguntas que muitos deveriam se fazer talvez sejam:

1. Se a Missa Tridentina deve ficar no passado, então por que há tantas idas e vindas nas decisões dos papas desde a promulgação da missa nova de Paulo VI?

2. Será mesmo que todas as declarações dos papas são infalíveis e ele está sempre?

3. Se o papa nunca erra, por que os últimos papas têm contradito uns aos outros (e Leão chega mesmo a se auto-contradizer) a respeito do ponto mais importante da vida da Igreja, que é justamente a Missa?

4. Será que toda palavra e ordem vinda de uma autoridade deve ser cega e prontamente obedecida, ou, uma vez que fomos dotados por Deus com a faculdade da razão, o Senhor deseja que a usemos para que, à luz da Sagrada Tradição – que, como ensina São Vicente de Lérins, é imutável –, discernamos o joio e o trigo, a fim de ficarmos com o que é bom e rejeitarmos o que é mau?

Deus abençoe e ilumine com a Verdade a cada um de nós.

Viva Cristo Rei! Viva Nossa Senhora Corredentora e Medianeira de Todas as Graças! E viva a Santa Igreja Católica!

 

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