22 de September de 2026 Notícia
4 min

Candace Owens pede o fim do acordo Vaticano-China

Apresentadora americana afirmou que os verdadeiros católicos são perseguidos pelo Partido Comunista Chinês e pediu para Leão XIV encerrar o acordo feito por Francisco.

Equipe Centro Dom Bosco

Equipe Centro Dom Bosco


Conteúdo original de LifeSiteNews, traduzido e adaptado por Yago Portella (Redação CDB).

Candace Owens denunciou o acordo secreto do Vaticano com a China para a nomeação de bispos devido ao agravamento da opressão aos católicos naquele país.

“Nossa igreja não é livre. Em 2018, o Vaticano firmou um acordo secreto com o Partido Comunista Chinês. A ideia era melhorar a situação dos cristãos chineses oprimidos pelo PCCh. Mas, desde então, só piorou”, disse Owens ao comentar o trabalho do Vulnerable People Project (Projeto para Pessoas em Vulnerabilidade) em seu programa.

“Padres estão desaparecendo, bispos foram forçados a se submeter a um governo oficialmente ateu. E o pior de tudo, Pequim está nomeando seus próprios bispos leais, ignorando as orientações do papa”, continuou ela.

“Este acordo obscuro e secreto não compromete apenas os católicos na China. Ele aprisiona e silencia toda a Igreja. Até mesmo o próprio Papa Leão XIV, nervoso, recusou-se a comentar o assunto quando questionado diante das câmeras”, observou ela.

Documentário sobre o acordo Vaticano-China

Candace destacou um documentário de 20 minutos sobre o assunto, "Por Dentro do Acordo Secreto do Vaticano com a China", do fundador do Vulnerable People Project (VPP), Jason Jones, hospedado em seu site.

“O Papa Leão herdou este acordo, mas pode pôr fim a ele. E pode garantir que nunca seja renovado”, disse Owens, ecoando o apelo de Jones.

Em uma entrevista anterior com John-Henry Westen, Jones explicou que um dos principais objetivos deste ano para o VPP "era encorajar o Vaticano a não renovar seu acordo secreto com a China".

"Acho que não renovar esse acordo seria o maior golpe contra a tirania no mundo", disse ele.

“Não sabemos quais são os termos do acordo. Mas ficou bastante claro que um dos termos é o silenciamento do testemunho profético da Igreja contra esse regime ateu e anticristão, o PCCh.”

“Nós sabemos o que é este regime. Ele chama a religião de 'vírus'. Tem três milhões de uigures (povo de origem turcomena e de maioria muçulmana) em campos de concentração. Tem prendido praticantes do Falun Gong (movimento religioso fundado nos anos 1990) e colhido seus órgãos. Fez desaparecer pelo menos 15 bispos católicos e incontáveis, dezenas de milhares de leigos católicos.”

“Com a mão direita, o PCCh faz desaparecer bispos, e, com a esquerda, ordena bispos”, continuou Jones. “Este acordo é uma abominação e não deve ser renovado.”

Igreja Perseguida

Desde a aprovação do acordo secreto entre o Vaticano e a China, bispos, padres, seminaristas e leigos têm sido presos, torturados e encarcerados por não aderirem à organização estatal da Igreja controlada pelo Partido Comunista Chinês. Segundo relatos, as autoridades chinesas aumentaram a pressão sobre os católicos fiéis ao afirmarem que o Papa Francisco apoiava a "Igreja" estatal.

O acordo permanece em vigor mesmo após mais de um ano de pontificado de Leão XIV. No início deste ano, o papa afirmou que "não podia comentar" sobre Jimmy Lai, o católico de 78 anos fundador de um jornal pró-democracia que está sendo perseguido pelo Partido Comunista Chinês. O silêncio deliberado de Leão XIV foi atribuído por alguns comentaristas ao acordo Vaticano-China.

Nota do editor do CDB, Yago Portella:

Até que ponto interessa ao Vaticano pôr um fim a esse acordo? Conforme noticiamos algumas semanas atrás, Leão XIV aprovou a sagração episcopal desses novos bispos da "Igreja Oficial" da China, os quais, para serem nomeados, devem se comprometer em serem leais ao Partido Comunista Chinês acima de Roma, contribuir com o comunismo e perseguir a Igreja "Clandestina" (a verdadeira Igreja Católica, que vive nas catacumbas chinesas).

Talvez seja a hora de o Romano Pontífice decidir se vai finalmente assumir a missão que lhe foi dada enquanto ocupante da Cátedra de Pedro e pastorear a Igreja de Cristo rumo ao Céu, ou se seguirá usando o Trono Petrino para promover a seita sinodal e tentar destruir a Igreja por dentro.

Não haverá verdadeira paz no mundo enquanto todos os povos não se converterem a Cristo. Que Leão XIV desista da ideia de cumprir em si a profecia de Nossa Senhora de La Salette: "Roma perderá a Fé e se tornará a sede do Anticristo". Que ele seja o primeiro, após 60 anos, a honrar a Sé herdada dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

Viva Cristo Rei!

Fim da nota.

 

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