Conteúdo original de LifeSiteNews, traduzido e adaptado por Yago Portella (Redação CDB).
Mais de 2.200 pessoas pró-vida se reuniram no sábado (19) para a Marcha Suíça pela Vida. Na ocasião, cerca de 200 ciclistas mascarados tentaram interromper e aterrorizar o evento.
A EWTN News relatou que cerca de 2.200 pessoas pró-vida, acompanhadas por policiais para garantir a sua segurança, reuniram-se sob o lema "Juntos pela Vida", defendendo a proteção legal dos nascituros, que não têm voz, bem como o compromisso dos pais em assumir suas responsabilidades tanto para com seus filhos quanto para com as mães dos bebês.
Lamentando os 200 mil assassinatos de bebês não-nascidos desde 2002, a presidente da Marcha pela Vida Suíça, Beatrice Gall, afirmou que o evento é um esforço para ajudar a combater o fato de que “não há debate público nem exame objetivo dos fatos; em vez disso, as pessoas permanecem em silêncio sobre as altas taxas de aborto, o sofrimento que isso causa a muitas pessoas e as consequências disso”.
Assassinos de bebês tentaram impedir o evento
Ao longo da marcha, porém, membros da extrema-esquerda radical tentaram sabotar a manifestação soltando fogos de artifício, derrubando latas de lixo e bloqueando o percurso em vários pontos.
"A polícia pediu repetidamente que eles se retirassem antes de recorrer aos canhões de água", acrescentou a SWI . "No entanto, os contramanifestantes reapareceram em diversos pontos ao longo do percurso."
Durante anos, as autoridades de Zurique mantiveram o evento fora do centro da cidade, relegando-o ao bairro comercial e residencial periférico de Oerlikon. Elas alegavam que isso visava minimizar tais perturbações, mas os defensores da vida argumentam que estão sujeitos a um duplo padrão que, na prática, dá aos agitadores violentos o poder de decidir quem é bem-vindo na praça pública. Os defensores da vida argumentaram que o sucesso das autoridades em controlar os manifestantes contrários minou o argumento de manter a marcha fora do centro da cidade.
“O aborto é um assunto sério e merece ser abordado de frente, com amor”, disse Jonas Streule, diretor regional da ProLife Europe na Suíça. “Raramente terminamos uma conversa sem que alguém reflita sobre uma opinião que simplesmente adotou da cultura dominante.”
Este não é o primeiro ano em que os ativistas pró-vida suíços se preocupam com a violência dos defensores do aborto simplesmente por se manifestarem. Já em 2020 a Marcha pela Vida foi cancelada depois que a polícia alertou que até mil manifestantes contrários planejavam bloqueá-la. No início daquele ano, uma organização parceira encontrou uma carcaça de animal e larvas em sua caixa de correio, e no ano anterior, manifestantes contrários chegaram ao ponto de incendiar barris.
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