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Torne-se membro ->Conteúdo original de LifeSiteNews, traduzido e adaptado por Yago Portella (Redação CDB).
A Arquidiocese da Cidade do México – a principal do país – publicou um editorial pedindo às autoridades que estabeleçam mecanismos para garantir o sepultamento digno de bebês abortados ou não reclamados.
“No México, não é incomum encontrar casos em que corpos de fetos em estágio avançado de gestação ou recém-nascidos são abandonados em espaços públicos, hospitais ou mesmo no lixo”, observou a Arquidiocese Primacial do México.
“Portanto, apelamos às autoridades de saúde, forenses e governamentais locais para que estabeleçam mecanismos que — uma vez concluídos todos os procedimentos legais e forenses pertinentes — permitam a liberação dos corpos ou restos mortais de crianças não reclamadas para instituições e associações devidamente credenciadas que desejem lhes proporcionar um sepultamento”, exortou a arquidiocese. “Reconhecemos que o corpo humano, após a morte, deve ser tratado com respeito, em reconhecimento à sua dignidade humana inerente.”
“Também seria valioso ter espaços dedicados especificamente a essas criancinhas — lugares onde bebês cujas famílias não puderam enterrá-los, ou cujos corpos nunca foram reclamados, pudessem encontrar seu descanso eterno”, continuou o texto. “Tal local também poderia se tornar um lugar de lembrança, oração e consolo para as muitas mães, pais e famílias que sofreram uma perda que muitas vezes suportam em silêncio.”
“Do ponto de vista da nossa fé, afirmamos que a dignidade de cada pessoa começa na concepção; contudo, mesmo aqueles que não partilham da nossa fé podem reconhecer que a morte não transforma um corpo em mero resíduo”, salientou a arquidiocese.
“Não importa quão pequeno, quão breve tenha sido o tempo deles neste mundo, ou quão difíceis tenham sido as circunstâncias de suas mortes, seus corpos merecem respeito e dignidade”, declarou o comunicado.
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