29 de October de 2026 Notícia
6 min

Cardeal acusa de “antissemitismo” quem critica prêmio a judeu abortista

O Cardeal Cupich acusou de “antissemitismo” aqueles que estão criticando a entrega de um prêmio arquidiocesano a bilionário judeu que financia o aborto no país.

Equipe Centro Dom Bosco

Equipe Centro Dom Bosco


Conteúdo original de LifeSiteNews, traduzido e adaptado por Yago Portella (Redação CDB).

O cardeal Blase Cupich, Arcebispo de Arquidiocese de Chicago (Illinois, EUA) rebateu as críticas aos seus planos de homenagear o bilionário Michael Sacks em um evento de gala esta semana, sugerindo, em sua declaração, que a controvérsia se deve à origem judaica do doador democrata, e não ao seu apoio financeiro ao aborto sob demanda.

O portal LifeSiteNews noticiou na semana passada que Sacks, CEO e presidente do conselho da Grosvenor Capital Management, receberá o prêmio Nostra Aetate da Arquidiocese de Chicago em 29 de outubro. Sacks foi escolhido para o prêmio que visa "afirmar o valor que a Igreja atribui às relações inter-religiosas, homenageando membros de comunidades não cristãs por sua liderança em suas próprias comunidades e na sociedade em geral", por seu "engajamento filantrópico (...) focado em promover a equidade educacional nas escolas públicas, o desenvolvimento econômico e a conexão das artes e da cultura com as comunidades".

Bilionário judeu financiou abortos para suprir cortes financeiros feitos por Trump

No entanto, a revista Chicago Business noticiou no mês passado que Sack fez uma doação de US$ 600.000 para "fortalecer a infraestrutura de acesso ao aborto no estado de Illinois", a fim de "compensar os cortes federais (realizados pelo Presidente Donald Trump) no financiamento da saúde reprodutiva (assassinato intrauterino/aborto)". Ele é uma figura conhecida nos círculos democratas de Chicago, tendo atuado como membro do conselho da Fundação Obama desde sua criação e, juntamente com sua esposa, arrecadado mais de US$ 200.000 em 2012 para a reeleição do presidente Barack Obama. Sacks também foi presidente da Convenção Nacional Democrata de 2024 e fez parte do Conselho Econômico do então prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, de 2011 a 2019.

Em uma declaração divulgada na segunda-feira (26), o Cardeal Cupich afirma:

“Alguns criticaram o fato de um grupo católico homenagear uma pessoa que não compartilha das crenças fundamentais da Igreja Católica, principalmente a divindade de Jesus Cristo. Na verdade, a Nostra Aetate oferece uma estrutura teológica e ética clara que apoia a honra, o respeito e a construção de relacionamentos construtivos com não-cristãos, mesmo quando esses indivíduos expressam posições teológicas, morais ou políticas em desacordo com os ensinamentos fundamentais da Igreja Católica.”

Cupich acusa os detratores do bilionário abortista de "antissemitismo"

Embora afirme não "promover compromissos teológicos ou apoio a visões políticas não católicas", ele diz que o prêmio "estabelece princípios fundamentais que justificam o respeito público, o diálogo e a honra ao próximo, mesmo quando há discordância sobre questões importantes", o que "ajuda a criar as condições necessárias para que um diálogo baseado em princípios ocorra, reconhecendo, ao mesmo tempo, que o diálogo não pode acontecer se o respeito depender da concordância total sobre a doutrina da Igreja ou a política".

As palavras “aborto”, “vida”, “nascituro” e “pré-nascido” não aparecem na declaração, que, em vez disso, faz repetidas referências à origem judaica de Sacks, insinuando que esse é o ponto de discórdia e tentando conectar a reação negativa que ele recebeu ao ressurgimento do antissemitismo no país.

Vale lembrar que a Igreja Católica não apenas “discorda” do aborto, mas ensina que ele é um “mal moral”, cuja cumplicidade “constitui uma ofensa grave” passível de excomunhão.

Os judeus e o aborto

Nota do editor do Portal CDB, Yago Portella:

Neste trecho, a publicação original do LifeSiteNews afirma que o judaísmo é contrário ao aborto. O problema é que essa informação é falsa. Na verdade, o judaísmo defende o aborto sob praticamente quaisquer circunstâncias, desde a concepção em um adultério até a falta de recursos financeiros. Ou seja: para os judeus, se você trai o seu cônjuge, você pode condenar o seu filho à morte por isso.

Não obstante, eles tampouco creem na dignidade da criança no ventre materno, pois, assim como o "dogma" satânico que disseminaram na sociedade e que tanto sucesso faz entre os progressistas, os judeus afirmam que, nos primeiros 40 dias de gestação, o ser humano no ventre materno é apenas água, e não uma pessoa. Além disso, após os 40 primeiros dias e até o momento do parto, os filhos de Satanás consideram o bebê como uma parte do corpo da mãe (ubar yerech imo), semelhante a um apêndice, e não um indivíduo pleno. Para se ter uma noção do quão nefastos são os deicidas, esse termo, "ubar yerech imo", utilizado para descrever a criança no ventre materno, traduz-se literalmente por "o feto é considerado a coxa de sua mãe".

Fim da nota.

Reações à defesa do cardeal ao bilionário judeu abortista

Sobre o posicionamento do cardeal, respondeu Mary FioRito, do Ethics & Public Policy Center (Centro de Ética e Política Pública):

“Totalmente hipócrita. Ninguém questionou a fé judaica do beneficiário da Nostra Aetate e nem se opôs ao diálogo com o Sr. Sacks ou qualquer outra pessoa judia.”

E disse ainda:

“A formação religiosa do Sr. Sacks não estava sendo debatida ou discutida em nenhum nível. A preocupação era sua defesa e financiamento do aborto, não sua fé judaica.”

Mary Kate Zander, presidente da organização Illinois Right to Life (Direito à Vida Illinois) também reagiu:

“A Arquidiocese de Chicago não pode proclamar de forma crível a santidade da vida humana enquanto homenageia publicamente um homem cuja riqueza ajudou a financiar clínicas de aborto e organizações que trabalham para expandir o acesso ao aborto em Chicago.”

E prosseguiu:

“Michael Sacks ajudou a recrutar JB Pritzker, cuja administração fez do aborto e das questões LGBTQ+ prioridades fundamentais e cujas ambições de promover essas causas em nível federal são evidentes. Agora, o Cardeal Cupich pretende homenagear Sacks em um evento dedicado à formação de futuros padres católicos. Os católicos merecem uma explicação para essa decisão.”

Na sequência, questionou o caráter do cardeal:

“As relações entre o Cardeal Cupich, a classe política democrata de Illinois e Michael Sacks levantam sérias questões sobre a independência da liderança católica em Illinois.”

E afirmou:

“Quando as instituições católicas mantêm relações estreitas com líderes políticos que defendem políticas contrárias aos ensinamentos católicos, os fiéis devem esperar que a liderança da Igreja demonstre que seus compromissos morais permanecem inabaláveis.”

Petição contra a premiação

Se você quiser ajudar a pressionar o Cardeal Cupich para que o prêmio não seja entregue ao bilionário judeu abortista Michael Sack, basta assinar a petição do LifeSiteNews. Ela fica no canto direito da tela.

O texto da petição, que aparece quando você clica em "Show petition text", logo abaixo dos dados, está em inglês, então postamos aqui a tradução para você:

PETIÇÃO AO
Cardeal Blaise Cupich

Nós que subscrevemos este abaixo-assinado solicitamos que Vossa Eminência revogue a premiação concedida a Michael Sacks, financiador da causa pró-aborto.

Sacks, um grande doador da Planned Parenthood — que já destinou mais de 1,1 milhão de dólares para o extermínio de bebês ainda não nascidos —, deveria ser chamado pela Igreja Católica ao arrependimento, e não receber falsos elogios por meio desta premiação enquanto sua alma corre o risco da perdição eterna.

É preciso, ainda, evitar o escândalo público, caso a Igreja deseje cumprir sua missão de proteger os mais pequeninos dentre os irmãos e irmãs de Cristo contra o mal do aborto.

Rezamos para que Vossa Eminência corrija esse erro e defenda os inocentes daqueles que facilitam o seu extermínio.

Que Deus o abençoe.

 

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