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Torne-se membro ->Em entrevista concedida por Mel Gibson a Raymond Arroyo, o ator e cineasta falou sobre os dois novos filmes que tratarão da Ressurreição de Cristo e comentou sobre a primeira obra, A Paixão de Cristo, lançada em 2004 nos cinemas. A entrevista foi publicada nessa quarta-feira (02) no canal Arroyo Grande, no YouTube.
Uma das perguntas feitas por Raymond foi o porquê de Mel ter posto tanta violência na tela na produção do começo dos anos 2000. Sobre isso, o cineasta respondeu que ele queria demonstrar o que de fato foi aquele momento. Conforme explicou, o que se deu não foi um mero “prego furando um dedo”, mas um sacrifício que custou até a última gota de sangue, pois Cristo é o “Cordeiro Sacrifical completo”. A produção mostra as últimas horas de Cristo antes de Sua morte de Cruz.
Ainda sobre esse tema, o entrevistador questionou se Gibson tinha alguma mensagem para a nova geração que assistirá ao filme de 2004 nos cinemas pela primeira vez este ano, no relançamento em 4K, haja vista que pessoas que já têm mais de 20 anos de idade nunca puderam assistir à obra na telona. Gibson, porém, disse que não:
“A mensagem é o que está na tela”, respondeu.
Raymond também perguntou qual efeito o cineasta espera que o relançamento produza nos jovens que o assistirão pela primeira vez, e ele disse desejar que ocorra o mesmo que lhe surpreendeu na estreia de 22 anos atrás: conversões.
A Paixão de Cristo será relançada nos EUA entre os dias 10 e 17 de setembro, e chegará ao Brasil no dia 10 de dezembro, trazendo uma prévia inédita de A Ressurreição de Cristo: Parte Um.
Por que A Ressurreição de Cristo foi gravada em inglês?
Raymond fez uma piada com Mel ao afirmar que ele estava “finalmente aderindo ao vernáculo”, em referência ao fato de que A Paixão de Cristo foi gravada em aramaico, latim e hebraico – transportando o espectador de forma mais imersiva àquele momento único da História –, enquanto que A Ressurreição de Cristo, que já teve suas gravações concluídas, foi gravada em inglês. Sobre isso, Gibson afirmou que o foco do primeiro filme era o sofrimento humano e, claro, ultrapassava em muito isso, porém era “uma mensagem relativamente mais simples de se transmitir”:
“Acho que a complexidade de um evento como a Ressurreição, que é impossível de compreender, realmente exige uma análise mais aprofundada de outras fontes. E achei simplesmente idiota obrigar as pessoas a ler legendas em um idioma estrangeiro quando estarão lidando com conceitos tão complexos.”
A conexão entre a Ressurreição e o Velho Testamento
Sem dar spoilers, Mel afirmou que os novos filmes mostrarão a ligação deste mundo com os reinos para além dele: o Céu e o inferno. E comentou ainda sobre a conexão entre pessoas como Abraão e o Rei Davi à Ressurreição de Nosso Senhor, falando do fato de que todas as profecias acerca do Messias contidas nos “velhos livros” se cumpriram em uma só pessoa: Jesus Cristo.
“Quais as chances disso? Você tem mais chances de ganhar na loteria (do que todas as profecias se cumprirem em uma pessoa que não é verdadeiramente o Cristo)”, afirmou Gibson. “E ninguém ganha na loteria (sem apostar).”
O que ocorrerá no fim dos tempos?
Falando sobre a sua vida pessoal, Gibson foi questionado sobre qual o melhor conselho que já recebeu, e disse que, na verdade, eram dois, ambos recebidos de seu pai: perdoe e não se preocupe.
Ele explicou que, embora Cristo tenha afirmado que teremos inimigos nessa vida – e que eles podem ser realmente terríveis –, devemos perdoá-los, porque, não os perdoando, apenas nós é que sofremos. E disse que seu pai lhe falava que “preocupar-se demais é um pecado”, porque “você decide abandonar a fé na Providência”.
Questionado sobre o que acontecerá quando “isto” acabar – e Raymond disse que “isto” poderia significar o que ele quisesse que significasse –, Mel afirmou que nada tem realmente um fim. Mas o entrevistador, então, refinou a pergunta, dizendo:
“O que acontecerá quando tudo acabar?”
A isso, Gibson respondeu:
“Quando tudo acabar, quatro coisas ocorrerão, e você sabe quais são: morte, julgamento, Céu, inferno. Só isso. Então esteja pronto para elas. Tenha um paraquedas.”
Sobre essas realidades, as quais a Igreja chama de “Os Quatro Novíssimos”, há um livro na loja do Centro Dom Bosco que você pode conferir clicando aqui.
A Ressureição de Cristo será dividida em duas partes. A primeira tem o lançamento previsto para 6 de maio de 2027, e a segunda, 25 de maio de 2028 – ambos no dia da Ascensão de Nosso Senhor.
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