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Torne-se membro ->Hoje, 24 de junho, a Igreja celebra a natividade de São João Batista, o maior de todos os profetas. E ele não é chamado assim à toa, pois apenas outras duas pessoas têm o seu nascimento celebrado na liturgia católica: a Santíssima Virgem Maria (8 de setembro) e o próprio Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo (25 de dezembro). Essa é a dimensão da grandiosidade daquele que é “a voz que clama no deserto” (cf. Is 40, 3).
Mas você sabia que o nascimento de São João Batista – razão pela qual temos a Festa Junina! – foi profetizado cerca de setecentos anos antes que isso se concretizasse?
A Profecia de Isaías
No capítulo 40, versículo 3, do livro do profeta Isaías, lê-se: “Vox clamantis in deserto: Parate viam Domini, rectas facite in solitudine semitas Dei nostri”, que quer dizer “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as veredas do nosso Deus.” Isto foi escrito por volta do ano 700 a.C.
Ora, São João Batista pregava um batismo de penitência, para a remissão dos pecados, enquanto andava pelo deserto (cf. Mc 1). Ele acusava o povo de sua iniquidade e instruía as pessoas a praticarem a caridade: “O que tem duas túnicas, dê uma ao que não tem; e o que tem o que comer, faça o mesmo.” (Lc 3, 11).
A Profecia de Daniel
Naquela época, os fiéis aguardavam a iminente vinda do Messias ao mundo. Isso porque, em meados do século V a.C., durante o exílio da Babilônia, São Gabriel Arcanjo falou ao profeta Daniel que o povo teria menos de 500 anos para se arrepender de seus pecados até que, ao final desse período, o Santo dos Santos viesse ao mundo, fosse ungido e assassinado.
Ele profetizou ainda que, antes da vinda de Deus ao mundo, o Templo de Jerusalém seria reconstruído. Mas também declarou que o chefe de uma nação estrangeira – Roma – arrasaria para sempre o Templo e a cidade de Jerusalém, conforme ocorreu no ano 70 d.C, durante o reinado do Imperador Vespasiano, sob o comando de seu filho, o General Tito, que o sucedeu no trono. Além disso, até o fim dos tempos, a cidade na qual Cristo derramaria o Seu preciosíssimo sangue seria palco de guerras.
Por saberem que havia chegado a termo o tempo para o cumprimento dessa profecia, as pessoas começavam a se questionar se seria São João Batista o Cristo. Ele, porém, tratou logo de lhes esclarecer, afirmando: “Eu, na verdade, batizo-vos com água; mas virá Aquele que é mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de desatar a correia das sandálias; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo; tomará na Sua mão a pá, limpará a Sua eira, e recolherá o trigo no Seu celeiro, mas a palha queima-la-á num fogo inextinguível.” (Lc 3, 16-17).
São João Batista, porém, ao mesmo tempo em que negava ser o Cristo, confirmava que era sobre si de que se tratava a profecia de Isaías anteriormente mencionada. Na ocasião em que afirmou não ser digno de desatar a correia das sandálias do Messias, disse: “Eu sou a voz do que clama no deserto; endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” (Jo 1, 23). E isto o confirmam os quatro Evangelistas – São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João – ao dizerem que São João Batista é aquele de quem fala a profecia de Isaías.
As Profecias de Malaquias
Houve, no entanto, outro profeta que predisse a vinda daquele que iria à frente do Senhor quando Este descesse dos Céus: Malaquias. Por sua boca, Deus prometeu: “Eis que mando o Meu mensageiro, o qual preparará o caminho diante da Minha face. E imediatamente virá ao seu Templo o Senhor que vós buscais, o Mensageiro do testamento que desejais. Ei-Lo, aí vem, diz o Senhor dos exércitos.” (Ml 3, 1).
Também por meio de Malaquias, no capítulo 4 de seu livro, versículos 5 e 6, Deus anunciou: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia grande e horrível do Senhor. Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais, para não suceder que eu venha e fira a terra com anátema.”
Essa profecia, Deus a confirmou por São Gabriel Arcanjo, quando este disse a São Zacarias, acerca do filho que ele teria com sua mulher, Santa Isabel: “(São João Batista) irá adiante de Deus com o espírito e a fortaleza de Elias, a fim de reconduzir os corações dos pais para os filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem-disposto.” (Lc 1, 17).
A Missão de São João Batista
Assim, evidencia-se esta que foi a grande missão da vida de São João Batista: preparar os corações para o ministério de Cristo. E foi ele próprio quem teve a graça de, ainda no seio de Santa Isabel, ser o primeiro a adorar Jesus quando Este estava no ventre da Santíssima Virgem Maria, sua parenta, Mãe de Deus e da Igreja, Arca da Nova e Eterna Aliança, Corredentora do Gênero Humano e Medianeira de Todas as Graças.
Nesse episódio, inclusive, vemo-lo ser o primeiro a apontar o Messias ao mundo. Isto porque foi por ele que Santa Isabel, tendo ficado repleta do Espírito Santo, descobriu estar na presença do Todo-Poderoso, dizendo à Maria: “Donde me vem a graça que me visite a Mãe do Meu Deus? Pois, tão logo tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança (São João Batista) pulou de alegria em meu ventre.” (Lc 1, 43s).
Ali teve início a sua missão. E, assim como apontou para sua mãe que o Filho de Maria era o Deus feito carne, São João Batista também o fez a todos os homens quando, ao ver Jesus vindo em sua direção, disse aos presentes: “Eis o Cordeiro de Deus, eis Aquele que tira o pecado do mundo. Este é Aquele de quem eu disse: Depois de mim vem um homem que é superior a mim, porque era antes de mim” (Jo 1, 29s).
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Viva Cristo Rei! Viva Nossa Senhora! Viva a Santa Igreja Católica! E viva São João Batista!
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