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Torne-se membro ->Conteúdo original de LifeSiteNews, traduzido e adaptado por Yago Portella (Redação CDB).
O Papa Leão XIV apoia o motu proprio Traditionis Custodes, de seu predecessor, que suprime a Missa de Sempre, e solicitou especificamente o documento sobre a liturgia do Cardeal Arthur Roche que defende as restrições a essa Missa, segundo o jornal espanhol La Razón.
De acordo com a notícia veiculada no domingo (02), o La Razón “pôde confirmar” que o Cardeal Roche distribuiu o documento consistorial deste ano sobre a liturgia “a pedido de Leão XIV e, portanto, com a sua aprovação do conteúdo”.
A publicação também informou que Leão XIV revisou o documento e que “nenhuma vírgula foi alterada”.
A entrega do texto aos cardeais, portanto, demonstrou a “posição do novo Papa sobre esta questão” e “não foi uma provocação de Roche”, como alguns alegaram, concluiu o veículo de imprensa espanhol.
O aval de Leão XIV significa que o pontífice efetivamente apoia a supressão da Missa Tridentina. O texto do consistório vazado por Roche repetiu a afirmação do Papa Francisco de que o Novus Ordo Missæ é “a única expressão da lex orandi (lei orante) do Rito Romano”. E pontuou ainda que a permissão concedida para a celebração a Missa de Sempre foi uma mera “concessão que de forma alguma previa (sua) promoção” e que “não podemos retornar a essa forma ritual”.
A reportagem do jornal La Razón corrobora a recente afirmação de Roche de que Leão XIV não restaurará as liberdades para a Missa Tridentina.
“Não, o Papa Leão XIII não mudará a Traditionis Custodes e não voltará ao Summorum Pontificum (documento de Bento XVI que permitia a Missa de Sempre)”, disse o prefeito do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos ao semanário católico britânico The Tablet na quarta-feira (29).
As supressões da Missa Tridentina ordenadas por vários bispos desde a posse de Leão XIV já indicaram que o papa não pretende revogar a Traditionis Custodes, a qual tem sido firmemente denunciada por clérigos e estudiosos como uma rejeição da prática perene da Igreja Católica e até mesmo do ensinamento solene da Igreja.
O documento viola a autorização permanente da Missa de Sempre confirmada pela Bula Quo Primum Tempore de São Pio V, publicada em 1570, a qual declarou que esta Missa pode ser usada “livre e licitamente, sem nenhum escrúpulo de consciência e sem que se possa incorrer em nenhuma pena, sentença e censura, e isto para sempre”, e que “se alguém tiver a audácia de atentar contra estas disposições, saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-Poderoso e de seus Bem-Aventurados Apóstolos Pedro e Paulo”.
“A presente Bula não poderá jamais, em tempo algum, ser revogada nem modificada, mas permanecerá sempre firme e válida, em toda a sua força.” (Quo Primum Tempore, §9).
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