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Torne-se membro ->Hoje, 26 de agosto, é dia do psicólogo. Por isso, trazemos até você a história de Santa Dimpna, padroeira dos doentes mentais, psicólogos, psiquiatras e vítimas de incesto.
Santa Dimpna nasceu na Irlanda no século VII. Filha de um rei pagão celta com uma mulher católica, ela foi secretamente batizada.
Quando era ainda jovem, sua mãe faleceu. Diante disso, seu pai, inconsolável pelo luto ao ponto de ter crises de loucura, foi aconselhado a tomar a filha em casamento, dada sua similaridade com a falecida esposa. Eles consideravam, afinal, que não haveria substituta mais à altura da finada do que aquela jovem.
Ocorre, porém, que, após seu pai lhe propor casamento, Santa Dimpna fugiu, acompanhada de seu confessor, o padre São Gereberno, e de mais algumas pessoas. E seu destino foi Antuérpia, na atual Bélgica, donde, mais tarde, partiram para Geel, cerca de 40km ao leste.
Tendo se estabelecido em Geel, Santa Dimpna e seus companheiros edificaram uma morada para si que ficava próxima a uma capela dedicada a São Martinho de Tours. Dali em diante, passaram a viver como eremitas.
O pai de Santa Dimpna, todavia, não deixaria passar incólume a fuga da filha. Seja por seus surtos de loucura, seja por pura raiva – ou ambos –, o rei pagão pôs-se, junto de seus homens, em perseguição ao grupo de fugitivos, até que finalmente os encontrou em Geel.
Ao se encontrarem, o pai da santa quis que ela voltasse à Irlanda com ele. Todavia, a jovem se recusou a obedecê-lo, e também o sacerdote se manteve irredutível.
Diante disso, o rei ordenou aos seus homens que decapitassem São Gereberno, e eles assim o fizeram.
Sobrando, agora, somente pai e filha, o celta pagão não deve piedade da jovem e lhe deu o mesmo fim que recebera o seu confessor, decapitando-a com as próprias mãos. Santa Dimpna tinha 15 anos e morreu virgem, católica e mártir.
Veneração e milagres
O corpo de santa Dimpna só foi descoberto no século XIII, e diversas curas milagrosas de doenças mentais ocorreram a pessoas que se aproximavam dele.
No século seguinte, no ano de 1349, teve início a construção de uma igreja em honra à Santa Dimpna em Geel, onde ela sofreu o martírio. Lá é abrigado um relicário que contém os seus restos mortais e os de São Gereberno.
Até hoje, Geel é um local de peregrinações para quem busca a cura de diversas doenças. Além disso, a cidade desenvolveu uma tradição de cuidar de pessoas com epilepsia e transtornos mentais, ao ponto que os habitantes locais chegam mesmo a oferecer abrigo em suas próprias casas aos pacientes devido à superlotação – um verdadeiro gesto de caridade, de amor a Deus e ao próximo.
Que Santa Dimpna e São Gereberno intercedam por nós, para que sejamos fiéis a Nosso Senhor Jesus Cristo até o martírio, se necessário, como também eles foram.
Viva Cristo Rei!
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