Você sabia que o descobrimento do Brasil foi profetizado por Nosso Senhor Jesus Cristo mais de 360 anos antes da chegada dos portugueses aqui? Essa história é parte indissociável da própria fundação de Portugal e compõe o chamado Milagre de Ourique – citado na obra "Os Lusíadas", de Camões –, sobre o qual você lerá agora.
Era o dia 24 de julho de 1139. O conde do Condado Portucalense, Dom Afonso Henriques – neto do Rei Afonso VI de Leão e Castela –, então com 30 anos, estava diante do seu provável fim, pois cinco reis muçulmanos o cercavam com suas tropas, determinados a aniquilar o exército cristão na manhã do dia seguinte.
Os demais nobres estavam apavorados e recomendaram ao conde que batessem em retirada. Isso porque, como a diferença numérica dava ampla vantagem aos infiéis, eles acreditavam que a derrota era quase certa e, sendo vencidos, o Condado Portucalense cairia nas mãos dos sarracenos, de modo que suas esposas e filhas sofreriam em suas mãos imundas.
Dom Afonso, então, retirou-se para refletir no que fazer. Após algum tempo, retornou, perfilou as tropas e discursou nos seguintes termos:
“Irmãos! Nós pelejamos por Deus, pela Fé, pela Verdade. E esses renegados que vedes (os mouros) pelejam contra Deus e pela falsidade.
Nós, por nossa terra. Eles, pela que nos têm tomado e furtado e que desejam furtar.
Nós, pelo sangue e vingança de nossos antepassados. Eles, para continuarem aspergindo o nosso sangue.
Nós, por nossos pais, mulheres e filhos, para que permaneçam livres. Eles, para a nós todos pôr em seus cativeiros.
A terra que hoje em dia eles têm na África e na Espanha foi nossa, e eles tomaram dos cristãos por nossos pecados. E agora Deus quer que a cobremos de volta com o seu desfalecimento e destruição.
Não desfaleçamos da vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo!”
O Milagre de Ourique
À noite, retirado para descansar antes da batalha, o conde portugalense sonha com um ermitão que lhe diz para não temer, pois Cristo estaria com ele. E eis que, acordado no meio da noite, um de seus homens lhe anuncia a presença de um velho que lhe deseja falar.
Dom Afonso responde:
“Se for católico, deixai entrar.”
E eis que o homem diante dele é o mesmo do sonho e lhe diz as mesmas palavras. Além disso, ordena que, ao ouvir os sinos de seu eremitério, o conde saia de sua tenda, pois Cristo aparecerá.
Impressionado com aquilo, Dom Afonso passa o restante da noite em oração, e eis que, ao ouvir o badalar dos sinos do eremitério, ele sai de sua tenda, de espada e escudo em punho, vê surgir no céu uma luz mais forte que o próprio sol. À medida, porém, que aquele clarão vai arrefecendo, o conde vislumbra Nosso Senhor Jesus Cristo crucificado e rodeado por anjos, dentre os quais está Custódio, o Anjo de Portugal.
Prostrando-se por terra, o conde chora ante aquela visão e implora a Nosso Senhor por seus vassalos. E, então, diz-Lhe:
“A que fim me apareceis, Senhor? Quereis, porventura, acrescentar fé a quem já tem tanta? Melhor é, por certo, que Vos vejam os inimigos e creiam em Vós, que eu, que desde a fonte do batismo Vos conheci por Deus verdadeiro, Filho da Virgem e do Pai Eterno, e assim Vos reconheço agora.”
A isso responde o Senhor:
“Não te apareci deste modo para acrescentar tua fé, mas para fortalecer teu coração neste conflito e fundar os princípios de teu reino sobre pedra firme. Confia, Afonso, porque não só vencerás esta batalha, mas todas as outras em que pelejares contra os inimigos de Minha Cruz.
Acharás tua gente alegre e esforçada para a peleja. Eles te pedirão que entre na batalha com o título de rei. Não ponhas dúvida, mas tudo quanto te pedirem, conceda-lhes facilmente.
Eu sou o fundador e destruidor dos reinos e impérios, e quero em ti e em teus descendentes fundar para Mim um império por cujo meio seja Meu nome publicado entre as nações mais estranhas.
E, para que teus descendentes conheçam Quem lhes dá o reino, comporás o escudo de tuas armas do preço com que Eu remi o gênero humano (as cinco chagas) e daquele por que fui comprado pelos judeus (as trinta moedas). Ser-Me-á reino santificado, puro na Fé e amado na minha piedade.”
Com essas palavras, Cristo não apenas prometeu o triunfo católico sobre os mouros na batalha que se desenlaçaria dali algumas horas, mas também ungiu Dom Afonso como o primeiro rei da nação que Ele, agora, fundava – Portugal – e anunciou a missão profética pela qual instituía esse novo reino: catequizar nações mundo afora por meio da expansão territorial portuguesa. Ou seja: Nosso Senhor profetizou, já na fundação do Reino de Portugal, o descobrimento do Brasil.
A Batalha de Ourique
Chegada a manhã de 25 de julho, dia de São Tiago Maior – também conhecido como Santiago Matamouros por conta de uma aparição miraculosa na qual ele pelejou ao lado dos cristãos e aniquilou diversos infiéis –, Dom Afonso é aclamado Rei de Portugal, conforme predito por Nosso Senhor na visão da noite anterior. O nobre aceita o título, seguindo o que lhe sugerira Jesus, e lidera seus homens no campo de batalha. Mas eles não lutam sozinhos.
Em dado momento, cavaleiros templários chegam ao conflito para auxiliá-los. Assim, a promessa de Cristo não falha, e, com o derramamento do sangue impuro dos infiéis do islã sobre o solo de Ourique pelo fio da espada dos heróis da Cristandade, o Deus de nossos pais triunfa uma vez mais sobre o demônio Alá, e o glorioso Reino de Portugal nasce – pela vontade do Senhor e com a unção do próprio Cristo ao seu primeiro rei, Dom Afonso Henriques – com a vitória católica sobre as hostes maometanas.
Agora, se você quiser aprender mais sobre a história de Portugal, temos esta aula em nosso canal:
Viva Cristo Rei! Viva Nossa Senhora de Fátima! E viva a Santa Igreja Católica!
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