21 de September de 2026 Notícia
4 min

Papa convoca Ano Jubilar para celebrar Nossa Senhora de Guadalupe

Com início em 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida no Brasil, Ano Jubilar garantirá indulgência plenária àqueles que peregrinarem à basílica mexicana.

Equipe Centro Dom Bosco

Equipe Centro Dom Bosco


Conteúdo original de LifeSiteNews, traduzido e adaptado por Yago Portella (Redação CDB).

O Papa Leão XIV declarou um Ano Jubilar para comemorar o 50º aniversário da transferência da imagem milagrosa de Nossa Senhora de Guadalupe para a Basílica que leva seu nome na Cidade do México, em 12 de outubro de 1976. 

O cardeal Carlos Aguiar Retes, primaz arcebispo do México, anunciou que o Ano Jubilar terá início em 12 de outubro de 2026 e terminará em 12 de outubro de 2027.

Uma indulgência plenária – que remove toda a pena temporal no Purgatório devida a pecados ainda necessitados de purificação – será concedida aos fiéis que visitarem “com devoção e espírito contrito a casa sagrada de Santa Maria de Guadalupe e participarem de um ato litúrgico ou passarem um tempo em oração na basílica” em qualquer momento durante o Ano Jubilar, explicou o cardeal.

Para receber a indulgência plenária, além de visitar a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe na Cidade do México, os fiéis devem cumprir as condições habituais: confissão sacramental, recepção da Sagrada Comunhão e oração pelas intenções do Papa.

O Cardeal Aguiar encorajou os católicos a aproveitarem o Ano Jubilar como uma oportunidade de “renovação espiritual e conversão” sob a proteção de Nossa Senhora de Guadalupe.

“Que Santa Maria de Guadalupe, mãe do verdadeiro Deus por meio do qual vivemos, ajude-nos a aproveitar ao máximo este jubileu e nos acompanhe nesta jornada de renovação e conversão espiritual”, disse ele.

Pouco antes do início do Ano Jubilar, no domingo, 11 de outubro, haverá missa às 8h30 e ao meio-dia, horário local, na basílica. As Vésperas de domingo (oração da tarde) serão celebradas às 17h.

O primeiro dia do jubileu, segunda-feira, 12 de outubro, começará às 8h30 com a oração da manhã e a missa.

Às 11h, será exibido um vídeo sobre a transferência da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe para a basílica onde se encontra atualmente, no dia de sua dedicação, em 1976.

Ao meio-dia, Aguiar celebrará a tradicional Missa das Rosas, em memória das rosas castelhanas milagrosas colhidas por São Juan Diego e reunidas em sua tilma no inverno por instrução de Nossa Senhora de Guadalupe. O arcebispo abrirá então a Porta Santa, dando início oficial ao Ano Jubilar de Guadalupe.

Às 17h será rezado o terço arquidiocesano; às 18h haverá um concerto; e às 19h será rezado o terço do amor guadalupano.

A aparição de Nossa Senhora de Guadalupe

Uma visita à Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe permite aos peregrinos verem com os próprios olhos a imagem milagrosa de Nossa Senhora, criada há centenas de anos na tilma de São Juan Diego. Como relataram John Zmirak e Jason Scott Jones , quando São Juan Diego contou pela primeira vez ao bispo local que a Virgem Maria lhe havia aparecido, este não acreditou no camponês indígena.

Juan Diego voltou ao Monte Tepeyac para rezar, e Maria o enviou de volta para importunar o bispo. No segundo encontro, o bispo sugeriu que Juan Diego pedisse alguma prova concreta. Alguns dias depois, a Virgem apareceu a Juan Diego e lhe disse para colher rosas e levá-las ao bispo. Juan Diego ficou admirado ao ver, em pleno inverno, uma profusão de flores desconhecidas ao seu redor. Ele as recolheu em sua humilde túnica (chamada "tilma") e as levou ao palácio episcopal.

O bispo Zumárraga ficou estupefato com as flores, de uma espécie que crescia apenas em sua região natal, na Espanha. E ficou ainda mais surpreso com o que acontecera com a tilma de Juan Diego: ela trazia uma magnífica e misteriosa imagem da Virgem Maria, grávida de Jesus. Ele estava convencido. O mesmo aconteceu com os nativos do México, que creram na história e acorreram ao santuário que o bispo Zumárraga construiu em Guadalupe, onde foi guardada a misteriosa tilma – uma vestimenta comum, feita de materiais baratos que normalmente se deterioram em poucos anos, mas que nunca envelheceu nem perdeu seu brilho ao longo dos 500 anos seguintes.

Nota do editor do CDB, Yago Portella:

Para orientar aqueles que desejem peregrinar à Cidade do México: a tilma não se encontra mais na belíssima igreja barroca cuja fachada é composta por duas torres e um relógio central. Atualmente ela está na basílica nova, à direita no banner desta matéria, projetada para parecer uma lona de circo azul, que fica no mesmo complexo que a basílica tradicional.

Fim da nota.

 

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