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Torne-se membro ->O cardeal Timothy Radcliffe veio a público para tentar esclarecer a sua participação na missa de ação de graças pelos 50 anos da união homossexual de Julian Filochowski e Martin Pendergast. O ato ocorreu no último dia 13 de junho na paróquia dos Santos Apóstolos, em Londres, e foi celebrado pelo padre Jim O’Keefe. Com ele, concelebraram a missa os bispos eméritos de Middlesbrough, John Crowley, e de Hallam, John Rawsthorne, além do cônego Chris Vipers, da própria paróquia. Até o momento, ninguém foi excomungado.
Quase um mês após o ocorrido, Radcliffe deu uma entrevista ao portal AdVaticanum no último dia 4. Nela, afirmou ter apenas proferido a homilia da missa. E disse que o Vaticano aprova tais atos, contanto que sejam feitos “privadamente, para evitar mal-entendidos”.
Nesse sentido, ressaltou ter ficado acordado que a missa seria feita em sigilo, e disse não saber “por que a privacidade não foi respeitada”. Para ele, somente quem agiu “contrário à vontade da Igreja” foram aqueles que “publicizaram o ato por meio de artigos”.
Abusos sem fim
Segundo o AdVaticanum, o Evangelho foi lido por várias pessoas – cada uma lendo uma parte –, inclusive por uma mulher. Além disso, um dos homenageados – a publicação não precisou qual – auxiliou na distribuição do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. É isso mesmo que você leu: um leigo que vive publicamente uma união homossexual – pecado público – pegou no Cálice de nossa salvação e o deu aos presentes. E, como não poderia deixar de ser, os dois homens foram abençoados.
Segundo a publicação, o texto da bênção pedia a Deus que a Sua graça descesse "sobre Julian e Martin, que celebram o 50º aniversário de seu relacionamento. Que o amor deles continue generoso, sempre atento às necessidades dos outros, e que aprofunde tudo o que os une."
Por que o Vaticano não os excomunga?
Diante desses acontecimentos, surge uma pergunta inevitável: por que o Vaticano não excomunga os bispos que dão anuência a tais práticas e que escandalizam os fiéis com suas bênçãos ao pecado? Nem mesmo uma repreensão é feita. Nada, apenas silêncio. Enquanto isso, multiplicam-se os escândalos nas mais variadas dioceses do Ocidente.
Assim, o caso acima exposto se junta a tantos outros, como o ritual de feitiçaria feito nas escadarias de uma paróquia em Porto Alegre/RS com a anuência do arcebispo diocesano e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Spengler, em 23 de abril de 2024; o Sacratíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo sendo distribuído pelo bispo diocesano de Barretos/SP, Dom Milton Kenan Júnior, a pessoas que trajavam vestes do candomblé, conforme vídeo-denúncia publicado pelo Centro Dom Bosco em março de 2023; e isso sem mencionar os inúmeros casos de mulheres com seios, costas e pernas à mostra – bem como homens de bermuda e chinelo – que se multiplicam pelas missas Brasil afora.
Por que, então, os papas não reagem? Talvez reajam, mas não como se esperaria, pois, quando um bispo ultraja desse modo a Santa Madre Igreja e escandaliza os fiéis, a reação da Santa Sé, quando não se porta com indiferença, é a de torná-lo cardeal, como fez com o presidente da CNBB em dezembro de 2024, pouco mais de seis meses após ato sacrílego que este endossou. Um prêmio por contribuir para a demolição da Esposa de Cristo.
Se Roma é leniente com o pecado, por que é tão dura com a FSSPX?
Ao ler tudo isso, muitos podem se questionar sobre o porquê das excomunhões decretadas pela Santa Sé contra todos os membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) – algo em torno de, talvez, mais de meio milhão de pessoas. Afinal, qual foi o seu crime, se nem mesmo bispos que profanam igrejas e abençoam o pecado parecem merecer punição?
Dizem os membros da FSSPX: “Somos católicos, queremos permanecer católicos, não desejamos um cisma e seguiremos rezando pelo Santo Padre haja o que houver.” Ainda assim, Roma os declara cismáticos e os exclui da comunhão eclesial.
É justamente esse contraste que leva muitos fiéis a se perguntarem qual é, afinal, o critério adotado. Quando se trata de escândalos públicos contra a moral ou contra a liturgia, frequentemente não há qualquer punição visível. Quando, porém, se trata da FSSPX, a resposta vem com toda a severidade das sanções canônicas.
“Obediência!”, bradam os acusadores da FSSPX. Pergunto, então, eu: o que você faria se visse o seu pai, a quem deve obediência, espancando a sua própria mãe e lhe mandando assistir em silêncio, sob pena de ser expulso de casa?
Viva Cristo Rei! Viva Nossa Senhora Corredentora e Medianeira de Todas as Graças! E viva a Santa Igreja Católica!
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