Conteúdo original de LifeSiteNews, traduzido e adaptado por Yago Portella (Redação CDB).
O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso (DID), sob a liderança do Papa Leão XIV, publicou na sexta-feira (30) uma mensagem especial aos hindus, em antecipação ao feriado pagão de Diwali no próximo dia 8, na Índia, enfatizando o compromisso do Vaticano com a paz “no espírito de Assis”.
Em sua mensagem de 30 de outubro, publicada na véspera do Dia de Todos os Santos e assinada pelo Cardeal George Jacob Koovakad e pelo Monsenhor Indunil Janakaratne Kodithuwakku Kankanamalage – prefeito e secretário do DID, respectivamente –, o dicastério ofereceu seus “mais calorosos votos de oração e festividades” aos hindus que celebrarão o Diwali, o “festival das luzes” do hinduísmo, budismo, sikhismo e jainismo. O dicastério também enfatizou seu compromisso com a fraternidade e a paz inter-religiosa “no espírito de Assis”.
“O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso estende a vocês os seus mais calorosos votos de oração e festividades pelo Diwali, que será celebrado em 8 de novembro deste ano. Que Deus, fonte de todo o bem, abençoe-vos, vossas famílias, entes queridos e comunidades com muita alegria, paz e prosperidade!”, dizia a mensagem.
O dicastério destacou como, há pouco mais de 40 anos, ocorreu o primeiro “Dia Mundial de Oração pela Paz” em Assis, chamando-o de “um encontro histórico, no qual pessoas de várias religiões se uniram para orar, convictas de que as religiões e a solidariedade inter-religiosa podem ajudar a enfrentar as crises globais e promover a paz”. E acrescentou que o Papa João Paulo II chamou isso de “espírito de Assis”.
“Diante dos muitos desafios que a humanidade enfrenta hoje, especialmente aqueles decorrentes de guerras, conflitos e do uso da religião para fins políticos, a comemoração do encontro de Assis de 1986 nos oferece a oportunidade de refletir com vocês sobre como hindus e cristãos podem trilhar juntos caminhos de paz, inspirando-se no espírito de Assis”, escreveu o dicastério.
“Um desses caminhos é reunirmo-nos para orar com um compromisso espiritual partilhado pela paz, cada um segundo a sua própria tradição religiosa, respeitando a do outro. De facto, a oração genuína supera as diferenças e desarma os corações, as mentes e as vidas, transformando-nos em homens e mulheres de compaixão e paz”, acrescentou.
Mais uma vez o Vaticano contraria a Sã Doutrina Católica
Em contrariedade ao que diz a mensagem do dicastério, a Igreja Católica sempre ensinou que ela é a única Igreja verdadeira, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, que é o único Deus verdadeiro. As Sagradas Escrituras também afirmam que os "deuses" adorados pelos membros de falsas religiões são "demônios".
Além disso, a mensagem do DID implica que a verdadeira paz pode ser alcançada através do diálogo inter-religioso, enquanto o ensinamento perene da Igreja é que a verdadeira paz é alcançada somente através de Cristo.
A mensagem surgiu uma semana após o escandaloso encontro ecumênico internacional do Vaticano, que comemorou o 40º aniversário do primeiro “Dia Mundial de Oração pela Paz” inter-religioso em Assis.
Durante esse encontro, a "arcebispa" anglicana da Cantuária, Sarah Mullally, participou de uma procissão escandalosa e ofereceu orações ao lado dos cardeais católicos Kurt Koch, presidente do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e Matteo Zuppi, assistente eclesiástico da Comunidade de Santo Egídio. Em outro escândalo, o encontro também contou com a presença de um rabino judeu que declarou ao Vatican News que “Deus pode ser encontrado fora da Igreja Católica”.
Talvez o pior de tudo seja que, em uma mensagem em vídeo para o encontro, o Papa Leão XIV também evitou falar sobre a necessidade de evangelizar o mundo e, em vez disso, concentrou-se em uma suposta necessidade de diálogo, aparentemente entre iguais:
“O mundo precisa de diálogo”, disse o papa. “O caminho de Assis convida os líderes religiosos a promoverem um clima de diálogo entre os fiéis e na sociedade, para que a linguagem da arrogância dê lugar à linguagem da paz, da negociação e da compreensão. Isso ajudará a conduzir a humanidade gradualmente para longe do ciclo da violência.”
Veja também:
Fundação Gates foi a principal patrocinadora do Encontro de Assis 2026
Cardeal diz que “a Igreja não existe para converter as pessoas”
Dom Athanasius: Hierarquia da Igreja promove “heresias descaradas”


